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Acidente Vascular Cerebral -AVC (Parte II)

Atualizado: 25 de jun. de 2022

sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção


Quais os principais fatores de risco para desenvolver um AVC?

Existem diversos fatores que aumente a probabilidade de ocorrência de um AVC, seja ele hemorrágico ou isquêmico. Os principais fatores causais das doenças são:

  • Hipertensão;

  • Diabetes tipo 2;

  • Colesterol alto;

  • Sobrepeso;

  • Obesidade;

  • Tabagismo;

  • Uso excessivo de álcool;

  • Idade avançada;

  • Sedentarismo;

  • Uso de drogas ilícitas;

  • Histórico familiar;

  • Ser do sexo masculino.

O que causa o AVC hemorrágico?

O AVC hemorrágico tem como causa, principalmente, a pressão alta descontrolada e a ruptura de um aneurisma. No entanto, também pode ser provocado por outros fatores, como:

  • Hemofilia ou outros distúrbios coagulação do sangue;

  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço;

  • Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro;

  • Arritmias cardíacas;

  • Doenças das válvulas cardíacas;

  • Defeitos cardíacos congênitos;

  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose;

  • Insuficiência cardíaca;

  • Infarto agudo do miocárdio.

O que causa o AVC isquêmico?

O AVC isquêmico se divide em quatro subgrupos, com causas distintas:

  • AVC isquêmico aterotrombótico: provocado por doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores (aterosclerose), provocando a oclusão do vaso sanguíneo ou formação de êmbolos.

  • AVC isquêmico cardioembólico: ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração.

  • AVC isquêmico de outra etiologia: é mais comum em pessoas jovens e pode estar relacionado a distúrbios de coagulação no sangue.

  • AVC isquêmico criptogênico: ocorre quando a causa do AVC isquêmico não foi identificada, mesmo após investigação detalhada pela equipe médica.

Como prevenir o AVC?

Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVC e de outras doenças crônicas, como câncer e diabetes. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, dependem apenas da pessoa e são os principais para prevenir essas doenças.

  • Não fumar;

  • Não consumir álcool;

  • Não fazer uso de drogas ilícitas;

  • Manter alimentação saudável;

  • Manter o peso ideal;

  • Beber bastante água;

  • Praticar atividades físicas regularmente;

  • Manter a pressão sob controle;

  • Manter a glicose sob controle.

A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

No âmbito da rede pública de saúde, o Ministério da Saúde investe em ações para a promoção da saúde como o Programa Academia da Saúde, que trabalha práticas corporais e atividade física por meio da implantação de polos. Há também o Guia Alimentar para a População Brasileira, que dá orientações sobre os cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada, evitando o desenvolvimento de doenças crônicas, como o AVC.

Para complementar o Guia, foi lançada a publicação Alimentos Regionais Brasileiros, que divulga a variedade de alimentos no país e orienta as práticas culinárias, estimulando a valorização da cultura alimentar brasileira. Ainda sobre alimentação e nutrição, a pasta lançou o Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados com a meta de tirar 28.562 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020. Com esta ação, espera-se que haja a redução em 15% os óbitos por AVC e 10% por infarto.

Diagnóstico do AVC

O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral. Tomografia computadorizada de crânio é o método de imagem mais utilizado para a avaliação inicial do AVC isquêmico agudo, demonstrando sinais precoces de isquemia.

Assim que o paciente chega ao hospital, entre os cuidados clínicos de emergência estão:

  • Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura.

  • Checar a glicemia.

  • Colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos.

  • Colocar acesso venoso no braço que não estiver paralisado.

  • Administrar oxigênio, caso a pessoa precise.

  • Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou acompanhante.

Os procedimentos com finalidade diagnóstica em neurologia estão contemplados no Sistema Único de Saúde - SUS.

Tratamento e reabilitação do AVC

O tratamento do AVC é feito nos Centros de Atendimento de Urgência, que são os estabelecimentos hospitalares que desempenham o papel de referência para atendimento aos pacientes com AVC. Essas unidades de saúde disponibilizam e realizam o procedimento com o uso de trombolítico, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico.


Após a alta, é fundamental a reabilitação, recuperação da função e prevenção. Veja os materiais mais usados na medicina





Fonte : Ministério da Saúde, Brasil 2022

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